GRUPO TORTURA NUNCA MAIS PROTESTA
DITADURA FOI DURA E PERVERSA A Folha de São Paulo Nega a História do Brasil e a da própria imprensa.
Ao chamar a ditadura militar de "ditabranda", a Folha de São Paulo nega a história do Brasil e a da própria imprensa. Se ela publica o que bem entende, sem censura alguma, deve isso às centenas de mortos sob tortura e aos milhões de pessoas de bem que usaram do legítimo e universal direito de resistir, durante vinte e um anos e das mais variadas formas de luta, a um governo autoritário e desumano, instalado por um golpe de Estado contra a democracia.
Ao "explicar" que seu neologismo se devia à comparação feita com outras ditaduras mais cruéis, a Folha ofende a inteligência do leitor e a memória da parte da humanidade vítima de atrocidades cometidas pelo autoritarismo. A tortura é crime de lesa-humanidade. Se apenas um homem for torturado, em qualquer tempo, toda a humanidade será ofendida. Será que o esquartejador do Araguaia foi mais brando que o policial nazista? Será que o facínora que ligava a máquina de choque e gargalhava ao ver a pessoa tremer antes de colocá-la no pau-de-arara foi mais brando que algum miliciano franquista? Será que os torturadores brasileiros que ensinaram o manejo da tortura aos seus colegas chilenos foram mais brandos que seus "alunos" no Estádio Nacional de Santiago?
Ao publicar seu editorial, a Folha reconhece a perseguição ao pensamento e nega seu próprio noticiário.
Ao ofender de tal maneira os professores Maria Vitória Benevides e Fabio Konder Comparato, dois verdadeiros democratas, a Folha esqueceu-se de que qualquer progresso humano é feito de pessoas como eles.
Protestamos contra tamanha falta de respeito, e prestamos total solidariedade aos dois professores, à memória e à história brasileiras, aos mortos, aos desaparecidos, aos torturados, aos perseguidos e a todos que, de uma maneira ou de outra, resistiram e venceram a ditadura militar.
Por uma Comissão da Verdade,
GRUPO TORTURA NUNCA MAIS - São Paulo
Ao "explicar" que seu neologismo se devia à comparação feita com outras ditaduras mais cruéis, a Folha ofende a inteligência do leitor e a memória da parte da humanidade vítima de atrocidades cometidas pelo autoritarismo. A tortura é crime de lesa-humanidade. Se apenas um homem for torturado, em qualquer tempo, toda a humanidade será ofendida. Será que o esquartejador do Araguaia foi mais brando que o policial nazista? Será que o facínora que ligava a máquina de choque e gargalhava ao ver a pessoa tremer antes de colocá-la no pau-de-arara foi mais brando que algum miliciano franquista? Será que os torturadores brasileiros que ensinaram o manejo da tortura aos seus colegas chilenos foram mais brandos que seus "alunos" no Estádio Nacional de Santiago?
Ao publicar seu editorial, a Folha reconhece a perseguição ao pensamento e nega seu próprio noticiário.
Ao ofender de tal maneira os professores Maria Vitória Benevides e Fabio Konder Comparato, dois verdadeiros democratas, a Folha esqueceu-se de que qualquer progresso humano é feito de pessoas como eles.
Protestamos contra tamanha falta de respeito, e prestamos total solidariedade aos dois professores, à memória e à história brasileiras, aos mortos, aos desaparecidos, aos torturados, aos perseguidos e a todos que, de uma maneira ou de outra, resistiram e venceram a ditadura militar.
Por uma Comissão da Verdade,
GRUPO TORTURA NUNCA MAIS - São Paulo
PELA VIDA, PELA PAZ, TORTURA NUNCA MAIS.
